Autoridades tradicionais manifestam intenção de associar-se ao Estado para combate serrado a práticas de talas

Durante a intervenção sobre questões relacionadas com a saúde e as crenças tradicionais, na Rubrica tem a palavra do “Programa Capital Central”, o Soba Grande do Mussulo João Adão, afirmou que negar a eficácia da medicina convencional seria ignorar evidências concretas.
Segundo a autoridade tradicional, existem inúmeras situações em que os tratamentos médicos permitem a cura ou o controlo de diversas doenças.
O Soba Grande afirmou que as autoridades tradicionais estão preocupadas com o fenómeno da tala e, por essa razão, decidiram associar-se ao Estado para combater as práticas relacionadas com o problema e os seus alegados protagonistas.
“Negar a medicina convencional ignora evidências concretas.” Declarou o Soba Grande do Mussulo.
Entretanto, o especialista Jeremias Agostinho revela que a tala não é reconhecida como uma doença pela ciência médica. Mas sublinhou que muitos dos casos popularmente associados à tala podem corresponder a doenças já identificadas pela ciência médica, nomeadamente infeções graves causadas por bactérias.
“A tala não é reconhecida pela medicina convencional”, sublinhou o especialista em Saúde Pública.
Por sua vez, o jurista António Cahebo explicou que a legislação não se pronuncia diretamente sobre questões místicas ou fenómenos de natureza subjetiva.
Segundo o especialista, existe uma omissão legal relativamente a matérias que não podem ser comprovadas de forma objetiva, uma vez que o direito penal baseia-se em factos concretos e verificáveis.
“O direito penal exige factos concretos e verificáveis”, afirmou o Jurista.





