O seecretário de Estado da Saúde Pública, Carlos Alberto Pinto de Sousa, exortou, hoje, em Luanda, os 99 profissionais de saúde seleccionados para formação especializada no exterior a regressarem ao país para transformar os conhecimentos.
Ao falar em representação da ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, durante a cerimónia de acolhimento dos bolseiros, realizada no Complexo Hospitalar Pedro Maria Tonha “Pedalé”, o governante considerou a formação uma oportunidade, mas também uma responsabilidade acrescida para os profissionais que vão representar Angola no exterior.
“Esta formação representa um investimento no futuro da saúde do nosso país e, sobretudo, nas pessoas que estarão na linha da frente para cuidar das nossas famílias e comunidades”, afirmou, citado numa nota de imprensa.
Carlos Alberto Pinto de Sousa destacou, particularmente, a Medicina Geral e Familiar, considerando-a fundamental para uma abordagem integral do doente, tendo em conta a doença, a família, o contexto social, a prevenção e a promoção da saúde.
“Formar médicos nesta área significa fortalecer a base do nosso sistema de saúde e aproximar os cuidados de qualidade às nossas populações”, sublinhou.Dirigindo-se aos profissionais que seguem para o Brasil, o secretário de Estado apelou ao aproveitamento máximo da experiência académica e profissional.
“Aproveitem cada aula, cada estágio, cada contacto com os professores, colegas e comunidades”, recomendou.Pediu ainda aos bolseiros que regressem a Angola não apenas com conhecimentos técnicos, mas também com novas formas de pensar, organizar e prestar cuidados de saúde.“Vocês não partem apenas como estudantes, partem como representantes do nosso país”, afirmou.
Ladeado pelo coordenador e gestor técnico da UIP, Job Monteiro, o secretário de Estado sublinhou que os profissionais devem levar consigo o nome de Angola, a cultura, os valores e o compromisso com o serviço público, mantendo, simultaneamente, uma postura crítica perante os conhecimentos adquiridos no exterior.
“O conhecimento adquirido só terá verdadeiro valor quando puder ser transformado em soluções para os desafios da nossa população”, salientou.
Carlos Alberto Pinto de Sousa lembrou que a missão dos bolseiros não termina com a conclusão da formação, defendendo que o regresso ao país deverá marcar o início de uma nova responsabilidade: multiplicar os conhecimentos adquiridos e contribuir para a formação das novas gerações de profissionais de saúde.




