A Embaixada do Estado de Israel em Angola classificou, esta quarta-feira, como uma tentativa de ataque terrorista jihadista o incidente ocorrido a bordo do voo FZ1073 da Flydubai, que fazia a ligação entre o Dubai e Tel Aviv, e afirmou que o objectivo do co-piloto agressor seria despenhar a aeronave
Segundo uma declaração da missão diplomática israelita em Luanda, o incidente envolveu uma agressão ao comandante indiano Smit Machchhar, que, apesar de gravemente ferido no interior do cockpit, terá resistido ao co-piloto e mantido a porta da cabine trancada, preservando o controlo da aeronave. A embaixada afirma que a sua actuação permitiu ganhar tempo para a intervenção de passageiros e tripulantes e contribuiu para salvar as vidas das pessoas a bordo.
A versão divulgada por Israel refere ainda que, dos 174 passageiros, 166 eram cidadãos israelitas. Estes, segundo a embaixada, intervieram juntamente com a tripulação para imobilizar o agressor e recuperar o controlo da situação. Uma equipa de pilotagem alternativa que se encontrava a bordo assumiu posteriormente a condução da aeronave. A declaração destaca igualmente a actuação da tripulação dos Emirados Árabes Unidos.
O avião acabou por efectuar uma aterragem de emergência na Arábia Saudita. Depois de resolvida a situação de segurança, os passageiros e a tripulação prosseguiram a viagem num novo voo da Flydubai, partindo da Arábia Saudita e que chegou em segurança ao Aeroporto Ben Gurion, em Israel.
A ocorrência foi também notícia em vários canais internacionais, que confirmam a agressão ao comandante, a aterragem de emergência em Tabuk, na Arábia Saudita, e a intervenção de passageiros com vista conter o agressor.
Na declaração, a Embaixada de Israel reafirma que o episódio não deverá afectar as relações entre Israel e os Emirados Árabes Unidos, nem o processo de cooperação regional associado aos Acordos de Abraão.




