Brasil disponibilizou este ano 1.403 bolsas na área da saúde, mas mais de 600 técnicos angolanos reprovaram nos testes de admissão

Fontes do Ministério da Saúde (MINSA) asseguram que Angola tentou ainda junto das intuições brasileiras recuperar as 633 vagas desperdiçadas pelos técnicos reprovados, mas as instituições académicas do Brasil não aceitam, por entenderem que "quem conseguiu, conseguiu".
Dos profissionais seleccionados, 79 seguem viajem para o Brasil esta semana para frequentar cursos de curta, média e longa duração em áreas estratégicas como medicina, enfermagem, fisioterapia, engenharia clínica e outras especialidades consideradas fundamentais para o reforço do sistema nacional de saúde.
A ministra Sílvia Lutucuta lamentou o desperdicio das vagas, mas pediu aos profissionais seleccionados para se focarem apenas na formação, aconselhando-os a não se perderem em futilidades no Brasil.
"No Brasil estudem o máximo e aprendam para ensinar em Angola. Vão com responsabilidade acrescida, pois o País está a contar convosco para observar conhecimento e trazerem soluções. Adaptem-se, respeitem os hábitos e a cultura do país de acolhimento, mas nunca se esqueçam de representar Angola", aconselhou a ministra.
Sílvia Lutucuta recomendou aos bolseiros que "evitem comportamentos que possam manchar a imagem do País e que façam boa gestão financeira".
Dados oficiais indicam que, desde 2024, 235 quadros angolanos enviados para o Brasil já concluíram os seus estudos e regressaram ao País. Actualmente há 592 em formação.
No âmbito da cooperação entre Angola e o Brasil foram disponibilizadas, para 2026, 1.403 bolsas de estudo, distribuídas por 68 instituições de ensino, tendo apenas sido aprovados 771 candidatos.
O MINSA assegura que "a iniciativa constitui um dos pilares estratégicos do Executivo angolano para o fortalecimento do capital humano no sector da saúde, promovendo a excelência profissional, a inovação técnica e a humanização dos cuidados".


