Ndalatando – O director Provincial da Saúde no Cuanza-Norte, António da Costa, recomendou às administrações e direcções municipais do sector o combate permanente aos focos de mosquitos, visando reforçar o controlo da malária na província.
Ndalatando – O director Provincial da Saúde no Cuanza-Norte, António da Costa, recomendou às administrações e direcções municipais do sector o combate permanente aos focos de mosquitos, visando reforçar o controlo da malária na província.
António da Costa, que falava sobre “A situação sanitária na província no período 2025/2026”, pediu que a luta anti-larval e a fumigação seja permanente.
De acordo com o médico, a malária continua a ser a principal causa de mortalidade e morbilidade na província, pelo facto da mesma se situar numa zona tropical húmida.
Disse que quase de 60 por cento de pacientes que acorrem diariamente às unidades de saúde têm o parasita da malária no corpo, em alguns se manifesta e outros são portadores.
A província, continuou, também tem tido “problemas sérios” com as doenças diarreicas e respiratórias agudas, que afectam em especial crianças.
Para António Costa, as doenças imune preveníveis, como o sarampo, continuam, igualmente, a ser um problema de Saúde Pública na província.
As doenças parasitárias, a desnutrição infantil e os traumatismos e lesões, também constituem preocupações para a Saúde na província, segundo o médico.
O médico chamou atenção para o aumento de casos de hepatites, uma doença transmissível, silenciosa e irreversível.
Indicou que entre 2024/2025, a hepatite era a segundo causa de mortalidade na, depois de traumatismos, em consequência de acidentes de viação.
António da Costa disse que o sector sanitário na província tem, actualmente, com 144 unidades e precisa de mais infra-estruturas, sobretudo, a nível dos novos municípios.
Disse que está em carteira a transformação de postos de saúde, em hospitais municipais para maior dignidade da assistência sanitária na província.
Em relação aos recursos humanos, deu conta que o sector tem actualmente 3 mil 768 técnicos, insuficiente para a densidade populacional.
O director provincial da Saúde António disse que a província debate-se também com o problema de redistribuição dos técnicos, porque a grande maioria se concentra em zonas urbanas.
Indicou que 68 profissionais de Saúde encontram-se em especialização no pais e no estrangeiro, em áreas como cirurgia, pediatria, ginecologia e obstetrícia.
António da Costa recomendou, principalmente, o reforço do recrutamento de recursos humanos, da vigilância epidemiológica, da distribuição de medicamentos e dos programas de educação sanitária nas comunidades.
O 1º Conselho Consultivo Alargado da Saúde no Cuanza-Norte visa analisar a situação sanitária da província, conhecer os principais indicadores de saúde, os avançados, os desafios e as áreas que continuam a exigir maior atenção e intervenção das autoridades.
O evento, que decorre sob o Lema “Serviços de Saúde de qualidade mais próximos de todos”, visa, igualmente, compreender os principais desafios e definir estratégias para melhorar a qualidade dos serviços prestados à população.
O encontro que termina hoje tem ainda como objectivo a avaliação do funcionamento e desempenho das unidades sanitárias, no domínio da Saúde Pública e assistência hospitalar, colocando os factores que condicionam a qualidade e a capacidade de resposta dos serviços.
De acordo com o ultimo Censo Geral da População e Habitação no País, a província do Cuanza-Norte tem 659 habitantes, 144 unidades e 3 mil 768 tecnicos de Saúde, destes, 250 médicos.IMA/YD




