As obras de asfaltagem de 50 quilómetros, dos 147 previstos na Estrada Nacional (EN) 140, no troço Caiundo/Savate, até à aldeia de Mbalatchavu, na província do Cubango, arrancaram na última quarta-feira.
A empreitada tem como grande objectivo melhorar a circulação rodoviária ao longo desta via estratégica, que garante o acesso e a ligação fronteiriça à vizinha República da Namíbia.
O projecto desta primeira fase contempla a ligação entre a sede municipal do Caiundo e a localidade de Mbalatchavu. Por sua vez, o segundo lote, com uma extensão de 97 quilómetros, fará a interligação entre Mbalatchavu e a sede municipal do Savate, perfazendo os 147 quilómetros programados para a estrada.
A execução simultânea dos dois lotes representa um passo de enorme relevância para a modernização das infra-estruturas rodoviárias da província do Cubango.
O investimento reforçará a mobilidade das populações, o escoamento de produtos e as trocas comerciais com as demais regiões do país e com a África Austral.
Realidade
Em declarações à imprensa, o governador provincial do Cubango, José Martins, considerou histórico o início da asfaltagem do primeiro lote da EN 140.
O governante sublinhou que, mais de cinco décadas após a Independência Nacional, a concretização desta infra-estrutura, anteriormente vista como um desafio impensável, começa finalmente a tornar-se realidade.
José Martins realçou que a conclusão da estrada vai dinamizar a economia nacional, atrair investimentos para o turismo e impulsionar o desenvolvimento das comunidades locais. A nova via vai criar condições dignas para a circulação de pessoas e facilitar o escoamento da produção agrícola dos municípios da província.
Desminagem
No segundo lote, que liga Mbalatchavu a Savate, com uma extensão de 97 quilómetros, decorrem trabalhos de desminagem e limpeza do traçado e das áreas envolventes, com vista a garantir a segurança dos técnicos, dos equipamentos e dos demais intervenientes na obra.
O responsável pela fiscalização da obra, Arlindo Rocha, informou que a reabilitação do primeiro lote está orçada em mais de 49 milhões de euros, com um prazo de execução física de 18 meses.
Nelson Bonito | Caiundo




