Ondjiva - A promoção e melhoria dos serviços primários de saúde, visando aproximar o atendimento sanitário das comunidades locais, constitui a aposta do Gabinete Provincial da Saúde no Cunene.
Ondjiva - A promoção e melhoria dos serviços primários de saúde, visando aproximar o atendimento sanitário das comunidades locais, constitui a aposta do Gabinete Provincial da Saúde no Cunene.
A informação foi prestada esta sexta-feira à ANGOP pelo chefe do Departamento de Recursos Humanos do Gabinete Provincial da Saúde no Cunene, Alberto Ndeutapo, por ocasião do 25 de Setembro, Dia Nacional do Trabalhador da Saúde.
Na ocasião, referiu que o foco continua a ser o paciente, mediante a promoção da melhoria dos serviços primários de saúde e da humanização do atendimento.
Neste sentido, apelou aos profissionais para primarem pelo atendimento humanizado em todo o sector, sublinhando que, muitas vezes, o doente não procura apenas a cura, mas também encontrar alento para a sua enfermidade.
O responsável indicou a realização regular de campanhas de consultas ambulatórias nas comunidades recônditas, com o objectivo de aproximar os serviços das famílias, reduzir os custos e o tempo de espera, bem como diminuir a pressão sobre os hospitais e centros de referência.
Fundamentou, de igual modo, a formação de médicos de família, em curso desde 2024, como uma das medidas para reforçar a assistência junto das comunidades.
“Devemos enaltecer a aposta do Ministério da Saúde na formação de quadros, cujo plano prevê formar mais de 38 mil profissionais até 2028, rumo à promoção dos serviços, visando o bem-estar e a qualidade de vida”, enfatizou.
Disse que o plano abrangeu, no Cunene, 88 médicos que foram se especializar no exterior, alguns dos quais já regressaram, assim como 220 profissionais de enfermagem e 180 técnicos de diagnóstico e terapêutica que se encontram ainda em formação.
Entretanto, disse que o Cunene conta actualmente com dois mil 867 profissionais, entre médicos, enfermeiros, pessoal de apoio hospitalar e do regime geral, número ainda insuficiente para atender à demanda.
Alberto Ndeutapo reconheceu o défice de recursos humanos, apontando a necessidade de mais de mil enfermeiros, cujo preenchimento tem sido feito paulatinamente através de concursos públicos.
A título de exemplo, esclareceu que o quadro orgânico dos centros de saúde prevê mais de 40 profissionais, mas algumas unidades funcionam com menos de 15 enfermeiros, enquanto existem postos de saúde nas zonas rurais com apenas dois a três profissionais.
O sector dispõe de 160 unidades sanitárias, das quais 104 são postos de saúde, 47 centros de saúde e nove hospitais.
Dia Nacional do Trabalhador da Saúde
O Dia Nacional do Trabalhador da Saúde, assinalado em Angola a 25 de Setembro, visa homenagear o médico nacionalista Américo Boavida, que morreu em combate, a 25 de Setembro de 1968, durante a luta de libertação nacional.FI/LHE/DP




