O secretário de Estado para as Acções Climáticas e Desenvolvimento Sustentável reafirmou, quinta-feira, em Luanda, o compromisso do Executivo angolano com a recuperação das paisagens degradadas.
Nascimento Soares destacou, durante o lançamento do projecto Miombo Mopane de Angola, a necessidade de se combater, também, à desertificação, assim como garantir a conservação da biodiversidade e o reforço da resiliência das comunidades face às alterações climáticas.
O projecto, continuou, representa uma oportunidade para transformar os compromissos ambientais do país em acções concretas, por meio de intervenções nas bacias dos rios Cuchi e Cunene, abrangendo as províncias do Cubango, Cunene e Huíla.
As paisagens de Miombo e Mopane, disse, constituem um património natural de grande importância para o país, por contribuírem para a conservação da biodiversidade, protecção dos solos, regulação dos recursos hídricos e armazenamento de carbono, além de garantirem meios de subsistência a milhares de famílias.
O secretário de Estado explicou que a iniciativa pretende conciliar conservação, produção e desenvolvimento local, por meio de melhores práticas agrícolas e pecuárias, utilização sustentável dos recursos florestais e a recuperação de áreas degradadas.
O êxito do projecto, sublinhou, deverá ser medido pelos resultados alcançados no terreno, com mais paisagens restauradas, melhoria das práticas produtivas, maior capacidade de gestão dos recursos naturais e comunidades mais resilientes.“Para preservarmos estas paisagens contra as alterações climáticas, apelamos ao envolvimento directo das populações no processo de recuperação dos ecossistemas”, disse.
Mais resiliência
Na ocasião, o representante da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) em Angola, Jean Baptiste Bahama, considerou a iniciativa fundamental para combater a degradação das terras, conservar a biodiversidade e reforçar a resiliência das populações no Sul do país.
O projecto, sublinhou, vai abranger mais de 1,3 milhões de hectares, contribuindo para os objectivos de neutralidade da degradação das terras até 2030, destacando que entre as principais acções previstas estão o planeamento integrado do uso da terra.



