Luanda – A médica angolana Ângela Leandro considerou, esta segunda-feira, em Luanda, pertinente o diagnóstico precoce da doença de Alzheimer nos casos de pacientes com queixas frequentes de perda de memória e um apoio às famílias.
Luanda – A médica angolana Ângela Leandro considerou, esta segunda-feira, em Luanda, pertinente o diagnóstico precoce da doença de Alzheimer nos casos de pacientes com queixas frequentes de perda de memória e um apoio às famílias.
A doença de Alzheimer é uma condição neurodegenerativa progressiva e o tipo mais comum de demência, caracterizada pela perda de funções cognitivas e de memória
Em declarações à ANGOP, a propósito do Dia Mundial da Doença de Alzheimer, que hoje se assinala (21), a médica de familia disse que o diagnóstico precoce é importante independentemente da idade do doente, para se adequar o tratamento, prever a evolução e o risco familiar.
A especialista alertou que alterações persistentes e progressivas da memória, linguagem, orientação ou comportamento não devem ser confundidas como envelhecimento normal.
Segundo Ângela Leandro, Angola ainda enfrenta limitações na produção de dados epidemiológicos específicos sobre a doença de Alzheimer, situação que pode estar relacionada com dificuldades de diagnóstico, falta de especialistas e subnotificação dos casos.
A médica referiu que os dados disponíveis apontam para 1.899 casos notificados de demência por doença de Alzheimer no sistema de saúde, salientando, contudo, que a ausência de dados completos não significa ausência da doença.
Explicou que o Alzheimer é uma doença neurodegenerativa progressiva que afecta o cérebro e pode comprometer, além da memória, a linguagem, a orientação, a capacidade de decisão, o reconhecimento de pessoas e objectos e a realização de tarefas domésticas.
Defendeu ainda o reforço da informação à população, a formação dos profissionais de saúde, a melhoria do acesso ao diagnóstico e tratamento e a criação de redes de apoio aos cuidadores.
Sobre os cuidadores, Ângela Leandro destacou a sobrecarga física, emocional, social e financeira enfrentada pelas famílias.
Em fases mais avançadas, acrescentou, a doença pode afectar a mobilidade e a capacidade de engolir, tornando necessária uma maior atenção e apoio por parte dos familiares e cuidadores.
A médica apelou ainda a redução do estigma em torno da doença, lembrando que a demência é uma condição médica e que a pessoa com Alzheimer deve continuar a ser tratada com dignidade, respeito, paciência e carinho.
Ângela Leandro aconselhou as famílias a procurarem avaliação médica perante sinais persistentes de alteração da memória, linguagem, orientação ou comportamento.
A doença recebeu o nome do médico alemão Alois Alzheimer, que descreveu, em 1906, o caso de uma paciente com perda progressiva de memória e alterações cognitivas. Após a sua morte, o médico identificou alterações no cérebro que viriam a ser associadas à doença que hoje leva o seu nome.
O Dia Mundial da Doença de Alzheimer é celebrado anualmente a 21 de Setembro para consciencializar e informar a população sobre esta condição.FG/ASS




