O ministro de Estado e chefe da Casa Civil do Presidente da República reafirmou, ontem, no Huambo, o compromisso do Executivo angolano em continuar a investir na construção e expansão de universidades e capacitar os quadros para responder directamente às necessidades de desenvolvimento sustentável do país.
Dionísio da Fonseca falava no acto de abertura do ano académico 2026/2027 do Ensino Superior, realizado na província do Huambo sob o lema “Consolidar a Qualidade, transformar o Conhecimento e Servir Angola”.
O desenvolvimento do capital humano constitui uma responsabilidade partilhada, defendeu Dionísio da Fonseca, assinalando que as universidades desempenham um papel central nesse processo.
Para o governante, a academia deve actuar em sinergia com instituições nacionais e internacionais capazes de aportar conhecimento técnico, inovação tecnológica e linhas de financiamento.
Segundo o ministro de Estado, a consolidação de alianças em torno do saber permitirá ao Executivo concretizar os seus projectos estruturantes de forma mais eficaz. Essa estratégia visa impulsionar a mobilização, qualificação e inserção dos cidadãos na transformação económica e social de Angola.
O chefe da Casa Civil sublinhou que o Ensino Superior é uma questão estratégica de Estado, razão pela qual o investimento no capital humano deve permanecer no centro da visão de futuro da nação
“Angola que queremos construir precisa de estradas e pontes, hospitais e escolas, energia e água, agricultura e indústria. Mas precisa de angolanos preparados para construir, gerir e transformar tudo isso”, ressaltou.
Qualidade e mérito
O Ensino Superior tem a responsabilidade de assegurar a qualidade da formação, sublinhou Dionísio da Fonseca, defendendo que o diploma emitido por qualquer instituição nacional deve ser o reflexo real de conhecimento, competência, rigor e sólida preparação profissional.
O ministro de Estado e chefe da Casa Civil defendeu a consolidação de uma cultura académica pautada pelo reconhecimento da excelência, valorização do mérito, estímulo à investigação científica e combate cerrado à fraude, mantendo o estudante no centro da missão universitária.
Ao abordar a transformação económica de Angola, o governante apontou que a evolução do mercado deve ser acompanhada por um salto qualitativo nas competências dos cidadãos.
Nesse sentido, preconizou o reforço da formação dos jovens nas áreas das Ciências, Tecnologias, Engenharias e Matemáticas (STEM), sem descurar o papel estratégico das ciências sociais, humanas, económicas e jurídicas.
Segundo o ministro de Estado, o país precisa de quadros diversificados e alinhados com as reais necessidades locais, incentivando cada estudante a questionar como o seu aprendizado académico pode mitigar os problemas nacionais.
Soberania científica
O governador provincial do Huambo, Pereira Alfredo, afirmou que Angola não alcançará a verdadeira soberania económica sem o desenvolvimento da sua capacidade científica e tecnológica. Segundo o governante, um país que depende exclusivamente da importação de conhecimento e tecnologia permanece condicionado pelas decisões de terceiros, razão pela qual a investigação científica deve deixar de ser uma actividade complementar e assumir-se como o motor central do desenvolvimento nacional. Actualmente, a rede do Ensino Superior em Angola é composta por 106 instituições, que contam com o suporte de 12.340 docentes e disponibilizam 290 mil vagas em diversos cursos, servindo como a base estratégica para a formação do capital humano necessário para essa transformação.




