Talatona - O ministro do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação, Albano Ferreira, defendeu, esta sexta-feira, em Luanda, maior alinhamento entre a formação ministrada pelas universidades às necessidades do mercado de trabalho, para se assegurar quadros de acordo com as necessidades reais do país.
Talatona - O ministro do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação, Albano Ferreira, defendeu, esta sexta-feira, em Luanda, maior alinhamento entre a formação ministrada pelas universidades às necessidades do mercado de trabalho, para se assegurar quadros de acordo com as necessidades reais do país.
A posição foi manifestada durante a apresentação dos estudos preliminares do Observatório de Desenvolvimento do Capital Humano de Angola, no âmbito do Plano Nacional de Desenvolvimento do Capital Humano (PNDCH) 2023-2037.
Segundo o governante, o país precisa de dados sólidos que permitam responder a oito questões fundamentais do programa, nomeadamente que profissionais devem ser formados, com que objectivo, perfil e competências, onde, quando, em quanto tempo, em que quantidade, de que forma e a que custo.
Albano Ferreira reafirmou, neste sentido, a necessidade de redireccionar os dados e regular a oferta formativa, de modo a assegurar que as Instituições de Ensino Superior (IES) formem profissionais de acordo com as suas vocações e as necessidades do país.
Para o ministro, a produção de conhecimento deve igualmente estar ligada às necessidades de desenvolvimento, sendo necessário promover a transferência de conhecimento e tecnologia para identificar as áreas prioritárias de investigação, bem como de inovação.
No âmbito desse processo, explicou, o MESCTI, através do Projecto “TEST”, desenvolveu a concepção do Observatório da Empregabilidade dos Diplomados de Angola (OEDA), um sistema nacional permanente de monitorização criado pelo Gabinete de Estudos, Planeamento e Estatística (GEPE).
De acordo com Albano Ferreira, o novo instrumento deverá produzir relatórios com periodicidade de um a três anos, em função dos painéis de indicadores e estudos temáticos, para apoiar a formulação de políticas públicas e o alinhamento entre o Plano de Desenvolvimento Nacional (PDN) 2023-2027 e o PNDCH 2023-2037.
“Ao institucionalizar o observatório, estaremos a lançar as bases para um futuro em que os jovens diplomados terão mais oportunidades, assim como as universidades estarão mais alinhadas com o mercado de trabalho. Certamente, o país poderá contar com quadros mais qualificados”, afirmou.
O ministro apelou ainda à colaboração de bancos, seguradoras, empresas de telecomunicações, construção, indústria, diamantes, petróleo e transportes, no sentido de reportarem os perfis dos diplomados.
Entre os temas apresentados no encontro constaram o estudo sobre a empregabilidade dos cursos de licenciatura em Engenharia de Construção Civil, Economia e Gestão das IES sediadas em Luanda, bem como o estudo sobre o programa de envio de 300 licenciados angolanos de elevado desempenho e mérito.DOC/GIZ/DP




