O Governo Provincial de Luanda (GPL), por meio do Departamento da Acção Social em parceria com organizações sociais, procedeu, ontem, à entrega de bens de primeira necessidade aos pacientes internados no Instituto Angolano de Controlo do Cancro (IACC), com vista a reforçar o apoio às pessoas afectadas pela doença.
Os donativos entregues incluem produtos de higiene, materiais descartáveis, cestas básicas e fraldas geriátricas, apontadas como uma das maiores necessidades dos pacientes.
Em declarações à imprensa, a directora do Gabinete Provincial da Acção Social, Família e Igualdade de Género, Regina Dikala, explicou que a acção solidária — enquadrada na campanha Outubro Rosa — visa mitigar as dificuldades mais urgentes dos doentes e das suas famílias.
Segundo a responsável, o acto serviu também para levar uma mensagem de conforto e esperança às mulheres internadas, além de sensibilizar a sociedade sobre a importância vital do diagnóstico precoce do cancro da mama.
Regina Dikala anunciou, ainda, a preparação de um programa do Governo Provincial de Luanda (GPL) concebido para aproximar os cuidados médicos das comunidades de zonas periféricas, onde muitas famílias encontram barreiras financeiras ou geográficas para se deslocarem ao Instituto Angolano de Controlo do Cancro (IACC). A iniciativa multissetorial integrará várias especialidades da medicina e focar-se-á em acões preventivas, evitando que os pacientes cheguem aos hospitais de referência em fases avançadas da doença.
ACC atende cerca de 300 pacientes por dia
Na ocasião, a responsável do Departamento dos Serviços de Prevenção do IACC, Albertina Manaça, elogiou a iniciativa, salientando que a instituição carece de mais acções do género para responder às necessidades dos pacientes.
“Só no primeiro semestre deste ano, o Instituto registou aproximadamente 200 a 250 novos casos de diversos tipos de cancro, recebendo actualmente mais de 300 pacientes por dia. Muitos destes utentes carecem de bens de primeira necessidade”, disse.
A responsável apontou ainda as limitações de espaço físico como um dos desafios enfrentados pela instituição, numa altura em que se verifica um aumento progressivo do número de pacientes que procuram os serviços de oncologia.




