Os recorrentes relatos de assaltos a residências estão a gerar preocupação entre os moradores do bairro sede do município de Cacula, na província da Huíla, que dizem viver com receio de novas invasões, sobretudo durante a noite.
Segundo os habitantes, os casos têm provocado prejuízos materiais e aumentado a sensação de insegurança na comunidade, numa situação que contrasta com a posição da administração municipal sobre a criminalidade na região.
Pascoalina Mphindjingo contou ao Correio da Kianda, na segunda-feira, que os relatos de assaltos são frequentes. Como exemplo, referiu o caso de uma vizinha que, no último sábado, encontrou a residência praticamente vazia depois de passar algumas horas em casa da mãe, situada num bairro vizinho.
“Levaram tudo e só deixaram dois baldes com água”, relatou, acrescentando que, até ao momento, os presumíveis autores do assalto não foram identificados.
Outro morador, que pediu anonimato, contou que também foi vítima de um assalto à sua residência, de onde foram retirados equipamentos utilizados na sua actividade profissional de filmagem, com destaque para um kit de drone.
Confrontado com as preocupações apresentadas pelos moradores, o administrador municipal de Cacula, José Mariano Santos, rejeitou a existência de problemas significativos de criminalidade na circunscrição e assegurou que os órgãos de defesa e segurança continuam a desenvolver acções para prevenir actos que perturbem a ordem pública.
“Nós não temos grandes problemas com criminalidade e outros, mas dizer que a polícia tem estado a trabalhar regularmente e tem estado, de facto, a fazer o seu trabalho, tem tomado as medidas necessárias para que não haja actos daqueles que acontecem aqui no nosso município”, afirmou.
José Mariano Santos acrescentou que os órgãos de defesa e segurança têm estado a trabalhar para garantir a tranquilidade pública no município.
Apesar da posição da administração, os relatos dos moradores apontam para a existência de casos de assaltos a residências que preocupam a comunidade, num cenário que coloca a segurança dos bens e das famílias entre as principais inquietações dos habitantes do bairro sede de Cacula.




