O vice-presidente para os Assuntos Académicos do Instituto Superior Politécnico de Tecnologias e Ciências (ISPTEC), Euclides Luís, destacou, sexta-feira, em Luanda, no encerramento do Concurso Angolano Universitário de Programação, a importância da iniciativa para o desenvolvimento académico dos jovens, considerando que a competição constitui uma oportunidade para a partilha de conhecimentos, o reforço das competências e a descoberta de novos talentos.
Na ocasião, Euclides Luís manifestou a expectativa de que os participantes seleccionados para representar Angola na competição internacional consigam melhorar os resultados alcançados pelo país nos últimos anos, tendo desejado sucessos às equipas e agradecido aos concorrentes, parceiros, treinadores e organizadores pelo contributo para a realização do evento.
O responsável sublinhou que todos os jovens saem da competição com conhecimentos acrescidos, fruto da troca de experiências e da aprendizagem proporcionada pelo contacto com outros participantes. Acrescentou que a iniciativa permite aos estudantes desenvolver capacidades e alargar horizontes, independentemente da classificação obtida.
O vice-presidente para os Assuntos Académicos do ISPTEC considerou, igualmente, que as próximas edições poderão revelar novos vencedores, encorajando os participantes a regressarem mais preparados e fortalecidos para os desafios futuros.
Equipas nacionais terão preparação especializada
Por sua vez, o director-adjunto do Concurso Angolano Universitário de Programação, Leonel Francisco, anunciou que as equipas apuradas para representar Angola na competição regional vão beneficiar de uma preparação especializada durante os meses de Outubro e Novembro, com vista à participação na prova prevista para Dezembro, no Egipto.
Segundo o responsável, a preparação contará com o apoio de professores especializados do Médio Oriente e do Egipto, numa iniciativa destinada a reforçar as capacidades técnicas dos estudantes e a melhorar o desempenho das equipas angolanas na competição internacional.
Leonel Francisco explicou que o concurso é realizado anualmente em Angola e visa promover as competências dos estudantes universitários nas áreas da programação, Matemática e Física. A prova decorre em língua inglesa e exige dos concorrentes conhecimentos sólidos nas áreas de Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática, conhecidas internacionalmente pela sigla STEM.
O responsável esclareceu que a participação no concurso nacional é antecedida por competições internas nas universidades e instituições de ensino superior. As equipas vencedoras dessas etapas são apuradas para a fase nacional, de onde saem os representantes de Angola para a competição regional.
De acordo com o director-adjunto, podem participar estudantes de instituições de ensino superior que ministrem cursos de Engenharia Informática e Ciências da Computação, desde que concorram inicialmente na respectiva universidade.
Na classificação final desta edição, o ISAF conquistou o primeiro lugar, enquanto o ISPTEC garantiu a segunda e a terceira posições. Os resultados evidenciam o desempenho das instituições participantes numa competição que procura estimular o talento e o desenvolvimento de competências na área da programação.
Leonel Francisco salientou que, com a definição dos três primeiros classificados, a competição passa a representar um compromisso acrescido para a organização, uma vez que os estudantes deixam de competir apenas em nome das suas instituições e passam a assumir a responsabilidade de representar o país.
Neste sentido, garantiu que a organização vai trabalhar para preparar as equipas para os desafios da competição regional, com a expectativa de melhorar os resultados alcançados por Angola nos últimos anos.
Estudantes valorizam experiência competitiva
Entre os participantes, Luís Manuel Morrela, estudante do Instituto Politécnico do Uíge, destacou a importância de participar no Concurso Angolano Universitário de Programação, considerando a iniciativa uma oportunidade para demonstrar conhecimentos e competir com estudantes de diferentes instituições.
O estudante reconheceu que a prova exige preparação e dedicação, tendo salientado que o trabalho desenvolvido com antecedência foi determinante para alcançar um bom resultado, num concurso que reuniu cerca de 50 equipas.
Luís Manuel Morrela explicou, igualmente, que não poderá participar na próxima edição por se encontrar no último ano do curso universitário, mas considerou positiva a experiência adquirida ao longo da competição.
A iniciativa reafirma, assim, a importância da promoção das competências tecnológicas no ensino superior e da criação de oportunidades para que os jovens angolanos desenvolvam o talento, reforcem os conhecimentos e representem o país em competições internacionais.




