A capital angolana enfrenta novamente uma crise no abastecimento de combustível, com filas superiores a 400 metros e tempos de espera que ultrapassam as duas horas em vários postos de abastecimento. A situação foi constatada pelo jornal Valor Económico, que visitou mais de dez bombas na sexta-feira e no sábado à noite e encontrou automobilistas com dificuldades em abastecer as viaturas, num cenário de constrangimentos no atendimento.
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O problema surge cerca de dois meses depois de o ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Pedro de Azevedo, ter reconhecido publicamente que Angola enfrenta escassez de derivados de petróleo.
O governante justificou a situação com a oferta interna reduzida e o aumento do consumo nacional, a que se juntam as dificuldades financeiras da Sonangol, penalizada pelos baixos preços praticados no país face à subida dos custos da matéria-prima no mercado internacional.
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