Cerca de 723 famílias afectadas pelas inundações de Fevereiro, último, no Cunene, começaram a receber, na quinta-feira, ajuda humanitária da Federação Internacional da Sociedade da Cruz Vermelha, e da Crescente Vermelha, no âmbito de intervenção de emergência destinada às populações atingidas por situações de calamidade.
Em declarações à imprensa, a presidente da Cruz Vermelha de Angola, Delfina Kumandala, destacou o apoio às famílias que perderam bens e viram as suas condições de vida agravadas pelas inundações.
Delfina Kmandala disse que a assistência inclui subsídios de 100 mil kwanzas, baldes para o armazenamento de água, sabão, escovas de dentes, papel higiénico, comprimidos para purificar água e mosquiteiros.
“Estamos a procurar aliviar as dificuldades das famílias sinistradas, disponibilizando apoio financeiro e materiais essenciais para a higiene, a conservação da água e a prevenção de doenças. Acrescentou que as necessidades são muitas, mas queremos contribuir para que as pessoas recuperem gradualmente as suas condições de vida”, afirmou.
Delfina Kumandala, explicou que a assistência resulta do apoio da Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho, no âmbito de uma intervenção de emergência destinada às populações afectadas por situações de calamidade.
A responsável acrescentou que a operação humanitária abrange igualmente outras regiões do país, como Huambo, Benguela e o município de Cacuaco, em Luanda. Em Benguela, referiu Delfina Kumandala, a organização optou pela distribuição de kits profissionais, de carpintarias, pedreiros, cabeleireiras, material de pescas, sapateiros, costureiros, entre outros.
De acordo com Delfina Kumandala a operação prevê assistir mais de 20 mil pessoas, através de diferentes modalidades ajustadas às necessidades identificadas em cada localidade.
A delegada provincial da Cruz Vermelha no Cunene, Regina Francisca, destacou a importância da intervenção para apoiar as famílias que enfrentam dificuldades na sequência das inundações.
“A nossa prioridade é fazer com que a ajuda chegue às famílias que mais precisam, contribuindo para a satisfação das necessidades básicas e para a recuperação das condições de vida das pessoas afectadas”, referiu.
Rosa Mwakeukange e Verónica Cambidja, reconhecem a assistência, como um alívio às famílias que perderam bens e enfrentam dificuldades para recuperar a normalidade.




