Luanda - A campanha de sensibilização e testagem da hepatite B resultou na identificação de dois mil 954 resultados positivos, dos 42 mil 214 testados, anunciou esta quarta-feira, em Luanda, o secretário de Estado para a Saúde Pública, Carlos Pinto de Sousa.
Luanda - A campanha de sensibilização e testagem da hepatite B resultou na identificação de dois mil 954 resultados positivos, dos 42 mil 214 testados, anunciou esta quarta-feira, em Luanda, o secretário de Estado para a Saúde Pública, Carlos Pinto de Sousa.
Segundo o responsável, que falava no encerramento da campanha, com início a 15 de Julho, permitiu a distribuição de 444 mil testes aos gabinetes de Saúde das províncias de Benguela, Bié, Cuanza-Sul, Cuanza-Norte, Cunene, Luanda, Huíla e Cabinda.
Carlos Pinto de Sousa explicou que a campanha teve como objectivos ampliar o acesso à informação, reforçar a prevenção, promover a testagem oportuna, favorecer a detecção precoce e garantir o encaminhamento adequado das pessoas identificadas para avaliação clínica, diagnóstico e tratamento.
Durante a campanha, foram realizadas acções de sensibilização e reforçada a estratégia de comunicação, com especial atenção às pessoas em situação de maior vulnerabilidade e risco, bem como aos mecanismos de encaminhamento entre os diferentes níveis de atenção.
A taxa global de positividade foi de sete por cento, tendo Luanda registado o maior número de testes, com 19.509, dos quais 1.526 tiveram resultado positivo, correspondente a uma taxa de oito por cento.
O Uíge realizou 7.133 testes, com 252 resultados positivos, enquanto a Huíla efectuou 4.945 testes, dos quais 189 foram positivos, ambas com uma taxa de positividade de quatro por cento.
Benguela realizou 3.781 testes e registou 309 resultados positivos, correspondendo a uma taxa de oito por cento.
Quanto às maiores taxas de positividade, o Cuanza-Sul registou 14 por cento, seguido de Icolo e Bengo, com 12 por cento, Cunene com nove por cento, e Bengo, Benguela e Luanda, com 8 por cento.
O secretário de Estado sublinhou que o encerramento da campanha não deve significar o fim das acções de combate à hepatite B, defendendo a continuidade das actividades de informação junto das comunidades, o reforço da prevenção e a disponibilidade de testes, bem como acompanhamento das pessoas diagnosticadas.
Carlos Pinto de Sousa defendeu igualmente maior coordenação entre os diferentes sectores, profissionais de saúde, parceiros de cooperação, organizações da sociedade civil e comunidades, tendo em vista o alcance da meta de eliminação das hepatites virais até 2030.
Considerou que os resultados alcançados devem servir de base para melhorar a resposta nacional às hepatites virais, com particular atenção à prevenção, testagem, diagnóstico, encaminhamento e acompanhamento dos casos identificados.
O secretário de Estado destacou ainda a necessidade de transformar os constrangimentos identificados em oportunidades de melhoria e incorporar as boas práticas na estratégia futura de combate às hepatites virais.
Sublinhou que a eliminação das hepatites exige uma resposta integrada, descentralizada e sustentável, com compromisso institucional, profissionais capacitados, participação comunitária e articulação entre os diferentes parceiros.
Na ocasião, a directora-geral do Instituto Nacional de Luta contra a Sida (INLS), Maria Lúcia Furtado, defendeu uma implementação faseada do programa de hepatite B, tendo em conta as condições de cada província.
A responsável destacou ainda que a prevenção deve incidir sobre as principais vias de transmissão da doença, com particular atenção à transmissão sexual, à utilização de objectos perfurocortantes contaminados e à transmissão de mãe para filho.
A campanha foi realizada sob o lema “Eliminação para Todos, em Todos os Lugares”, no âmbito do Dia Mundial das Hepatites, assinalado anualmente a 28 de Julho.FG/DP




