A iniciativa da construção de um campus universitário, no município da Baía Farta, província de Benguela, vai permitir ampliar a oferta formativa e criar condições para a abertura de novos cursos, considerou, quinta-feira, o reitor da Universidade Katyavala Bwila, José Kalelessa.
Ao reagir ao crescimento do ensino superior em Angola — aspecto que foi destacado pelo Presidente da República no Discurso sobre o Estado da Nação —, o académico enalteceu o impacto do projecto.
A primeira pedra para o início das obras do campus universitário foi lançada no dia 19 deste mês pelo ministro do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação, Albano Ferreira.
A sede da universidade, inicialmente instalada no município de Benguela, foi transferida para a Catumbela devido à insuficiência de espaço, uma limitação que condicionou a expansão das faculdades e criação de mais cursos.
Actualmente, a Universidade Katyavala Bwila dispõe de três faculdades e um instituto politécnico, ministrando os cursos de Direito, Medicina, Economia, Engenharia e Gestão de Transportes, Ciências de Computação e Engenharia Mecânica.
No ano académico 2026-2027, recebeu 7.778 candidaturas de estudantes, dos quais 338 foram admitidos, explicou o reitor.
Segundo José Kalelessa, houve uma redução de 50,8 por cento em relação ao período anterior, devido à suspensão da admissão de novos estudantes em três faculdades, na sequência dos resultados do inquérito realizado pelo Instituto Nacional de Avaliação, Acreditação e Reconhecimento de Estudos do Ensino Superior (INAARES).
O reitor José Kalelessa mencionou o curso de Medicina como o mais procurado pelos candidatos.




