O ministro do Interior defendeu, segunda-feira, que a consolidação de uma Polícia Nacional cada vez mais profissional, disciplinada, imparcial e próxima das populações é um passo essencial para a corporação.
Segundo o governante, enquanto instituição republicana ao serviço dos cidadãos, a Polícia Nacional deve focar-se no aprimoramento constante das suas estratégias de liderança.
Manuel Homem fez o apelo aquando da cerimónia de abertura do I Curso de Gestão Estratégica Policial, iniciativa destinada a reforçar as competências de gestão e liderança dos oficiais da Polícia Nacional de Angola (PNA).
Ao presidir ao acto, o ministro do Interior considerou fundamental o investimento em lideranças preparadas, justas e capazes de impulsionar o desenvolvimento dos efectivos e da própria corporação.
“É preciso destacar a experiência acumulada ao longo de cinco décadas, que deve ser convertida em conhecimento e capacidade profissional”, sublinhou.
Manuel Homem defendeu que a formação ora iniciada constitui uma prioridade para o fortalecimento da instituição. Segundo o ministro, o principal capital da Polícia Nacional são as mulheres e os homens que, diariamente, asseguram a missão de protecção e segurança pública por todo o país.
De acordo com o ministro, o curso vai preparar dirigentes capazes de compreender as transformações da sociedade, antecipar fenómenos, avaliar riscos e orientar a corporação para respostas mais oportunas, organizadas e eficazes no domínio da segurança pública. A iniciativa, destacou, surge num contexto marcado por transformações económicas, sociais, demográficas e tecnológicas.
O governante chamou a atenção para o impacto das novas tecnologias, incluindo a Inteligência Artificial, e o surgimento de crimes associados aos meios digitais e a redes financeiras transnacionais.
Ao declarar aberto o curso, considerou o projecto um investimento no futuro da instituição, defendendo que uma Polícia forte começa com efectivos valorizados e lideranças preparadas.
Liderança e estratégia
O comandante-geral da Polícia Nacional, Francisco Ribas, considerou a formação um meio para a corporação desenvolver uma cultura assente no pensamento estratégico, na capacidade de decisão e na responsabilidade.
O objectivo é garantir a melhoria contínua do desempenho e uma resposta eficaz às necessidades dos cidadãos. O comissário-geral encarou o curso como o início de um “novo ciclo de excelência” para os oficiais.
A formação, concluiu, é um investimento com impacto directo na qualidade das decisões.
Acção formativa
O Curso de Gestão Estratégica Policial, que integra o Plano Estratégico de Formação dos Órgãos Executivos do Ministério do Interior, vai proporcionar uma visão integrada aos oficiais com responsabilidades de chefia.
Os participantes vão aprofundar competências de gestão, compreensão do ambiente social e institucional, além de desenvolverem capacidades para liderar pessoas e equipas.
A formação destina-se também ao aperfeiçoamento das competências de comando, planeamento, análise e tomada de decisões dos oficiais que exercem ou se preparam para assumir funções de direcção na corporação.
As aulas decorrem no Instituto Superior de Ciências Policiais e Criminais “Osvaldo de Jesus Serra Van-Dúnem” e são ministradas por especialistas nacionais e estrangeiros oriundos de Moçambique, Portugal e Brasil. Este intercâmbio internacional de cooperação académica e policial visa enriquecer o currículo dos formandos com as melhores práticas globais de segurança. O objectivo principal é dotar os oficiais superiores de ferramentas avançadas voltadas para o pensamento estratégico, organização estrutural e controlo operacional, preparando-os para liderar com eficácia em cenários complexos.




