Sessenta professores das províncias da Huíla, Namibe e Cunene, participam no seminário regional sobre Réplicas das formações em Atendimento à Educação Especial, transtorno autista e atenção às diferenças, para fortalecer as capacidades técnicas e pedagógicas dos profissionais.
Promovido pelo Instituto Nacional de Educação Especial (INEE), durante 15 dias os participantes vão receber conhecimentos em matérias sobre atendimento educacional especializado, transtorno do espectro autista, a atenção às diferenças e à utilização do Braille Fácil, para a promoção de escolas inclusivas e sem barreiras.
O director do Gabinete da Educação no Cunene, Domingos de Oliveira, disse que a educação inclusiva deve ser entendida como um direito de todos, para eliminar barreiras à aprendizagem.
Domingos de Oliveira afirmou que não basta garantir o acesso à escola a crianças, é necessário assegurar condições para aprender, participar e desenvolver as suas capacidades, respeitando as diferenças entre eles.
O responsável apontou a formação de professores, a adaptação dos recursos pedagógicos e o envolvimento das famílias como factores essenciais para uma educação inclusiva.
O director da educação fez saber que à província do Cunene tem 531 alunos com diferentes tipos de deficiências, exigindo a necessidade de acompanhamento especializado nas escolas.
O chefe do departamento de Políticas Pedagógicas do Instituto Nacional de Educação Especial, Fernando Veume, explicou que a iniciativa resulta da terceira fase do projecto “Escola de Todos”, implementado desde 2024, no quadro da cooperação Angola e Brasil.
Segundo Fernando Veume, a acção pretende fortalecer as capacidades técnicas e pedagógicas dos profissionais, para multiplicação de conhecimentos em diferentes escolas.




