A ministra da Saúde, Sílvia Paula Valentim Lutucuta, defendeu, sexta-feira, em Luanda, a necessidade de assegurar uma gestão responsável e eficiente dos recursos disponibilizados ao sector, tendo sublinhado que os investimentos devem produzir resultados concretos na vida das populações e na qualidade dos cuidados prestados.
A governante fez estas declarações durante uma reunião de alto nível com uma delegação do Banco Mundial, realizada nas novas instalações do Ministério da Saúde, que serviu para avaliar os resultados dos investimentos na formação de recursos humanos e discutir novas perspectivas de financiamento para o desenvolvimento do sector.
Na ocasião, Sílvia Lutucuta salientou que a avaliação dos investimentos não deve limitar-se ao volume de recursos mobilizados ou ao número de actividades executadas, mas considerar, sobretudo, os benefícios efectivos para os utentes e a melhoria da prestação dos serviços de saúde.
Entre os resultados apresentados no encontro destacam-se a certificação de 399 médicos de família, a especialização de 3.954 profissionais de enfermagem e o regresso ao país de cerca de 700 profissionais formados no exterior, com uma taxa de absorção de 100%, no âmbito do Projecto de Formação de Recursos Humanos para a Cobertura Universal de Saúde (PFRHS).
O projecto, financiado pelo Banco Mundial, estabelece como meta a formação de 38 mil profissionais até 2028, abrangendo as 21 províncias do país, através de 12 polos funcionais. Até ao momento, foram registados desembolsos acumulados de aproximadamente 103 milhões de dólares.
A ministra destacou igualmente a importância de continuar a investir na formação de profissionais, na expansão dos Cuidados Primários de Saúde, na melhoria das infra-estruturas e no acesso aos serviços essenciais, áreas que integram as prioridades estratégicas do Ministério da Saúde.
Durante o encontro, foram ainda discutidas novas possibilidades de financiamento, com destaque para uma eventual operação de apoio aos Cuidados Primários de Saúde, através do Global Financing Facility (GFF), bem como o reforço da preparação nacional perante ameaças sanitárias, incluindo o Ébola, com particular atenção à vigilância epidemiológica, à capacidade laboratorial e à prontidão das unidades sanitárias.




