O empresário e promotor de espectáculos Henrique Miguel, conhecido por “Riquinho”, morreu, ontem, em Luanda, aos 62 anos, no Hospital Dom Cardeal do Nascimento, deixando uma trajectória marcada pela realização de grandes eventos e pela promoção da música nacional e internacional.
As reacções à morte do empresário e promotor de espectáculos Riquinho foram marcadas por mensagens de reconhecimento pelo seu contributo para a cultura e o entretenimento em Angola, com destaque para a capacidade de concretizar projectos, apoiar artistas e proporcionar espectáculos que marcaram diferentes gerações.
O empresário e produtor de espectáculos Yuri Simão recordou a relação que manteve com Riquinho, destacando a coragem, a determinação e a capacidade de sonhar do promotor cultural, com quem, apesar das divergências, afirma ter partilhado uma relação de admiração mútua.
Numa mensagem de homenagem, Yuri Simão recordou, particularmente, o momento em que ambos selaram publicamente a paz, em Maio deste ano, considerando que a trajectória do empresário foi marcada pela persistência na defesa dos seus projectos e convicções.
Por sua vez, Manuel Homem considerou Riquinho um dos maiores impulsionadores da cultura e do entretenimento em Angola, destacando o papel desempenhado através da produtora Casablanca, com a qual promoveu espectáculos, aproximou pessoas e contribuiu para a criação de memórias na vida cultural do país.
Manuel Homem recordou igualmente a personalidade forte do empresário, reconhecendo que, para além das diferenças e dos momentos de desacordo, existia um homem generoso, de afectos sinceros e com uma vontade permanente de concretizar os seus objectivos.
Trajectória
À frente da produtora Casablanca, Riquinho afirmou-se como uma das figuras de referência na promoção de grandes espectáculos em Angola, tendo sido responsável pela realização de eventos com artistas internacionais, como Roberto Carlos, Julio Iglesias, Ivete Sangalo, Cesária Évora e 50 Cent.
A sua actividade incluiu igualmente o apoio, agenciamento e projecção de músicos angolanos, contribuindo para a dinamização do mercado nacional de espectáculos e para o desenvolvimento da indústria do entretenimento.
Além da cultura, o empresário esteve ligado a iniciativas de gestão e promoção desportiva, através da Casa Real.




