Estima-se que um em cada quatro adultos venha a sofrer um Acidente Vascular Cerebral, com especialistas a reforçarem a importância do atendimento imediato para evitar sequelas graves.
Um em cada quatro adultos com mais de 25 anos poderá sofrer um Acidente Vascular Cerebral (AVC) ao longo da vida, segundo estimativas da Organização Mundial do AVC. A identificação rápida dos sintomas e o atendimento médico imediato revelam-se fundamentais para reduzir o risco de sequelas e aumentar as hipóteses de recuperação do doente.
O alerta faz parte da campanha do Dia Mundial do AVC, assinalado sob o tema “Cada minuto conta”. A mobilização internacional visa destacar a extrema importância da intervenção médica de emergência logo aos primeiros sinais da doença, situação que ocorre quando o fluxo sanguíneo para o cérebro é interrompido.
Sintomas e necessidade de resposta célere
Segundo dados do sector de saúde, cerca de 85% dos casos correspondem ao tipo isquémico, provocado pela obstrução da circulação sanguínea. Os sintomas surgem normalmente de forma repentina, exigindo atenção imediata a qualquer alteração física ou neurológica.
A neurologista Júlia Kallás, coordenadora do Serviço de Neurologia do Hospital Mater Dei Contorno, enfatiza que qualquer sinal, ainda que ligeiro, requer avaliação médica urgente. “Qualquer um desses sinais, mesmo que seja leve, já é motivo para procurar atendimento de emergência. No AVC, não temos tempo para esperar a melhora. Quanto mais rápido o paciente receber o tratamento adequado, maiores são as chances de reduzir as sequelas”, afirma a especialista.
Factores de risco e medidas de prevenção
A médica chama igualmente a atenção para os episódios em que os sintomas desaparecem em poucos minutos. Esta ocorrência pode sinalizar um ataque isquémico transitório, condição que necessita de investigação médica atenta devido ao risco elevado de ocorrência de um AVC posterior.
A hipertensão arterial, a diabetes, o colesterol elevado, o tabagismo, o consumo excessivo de álcool, a obesidade e o sedentarismo figuram entre os principais factores que elevam o risco desta condição. Embora afecte com maior frequência pessoas de idade avançada, a doença também pode atingir jovens e crianças.
O acompanhamento médico regular, a monitorização da pressão arterial e o controlo das doenças crónicas mantêm-se como as principais recomendações para prevenir complicações e garantir o diagnóstico precoce.




