Angola defende igualdade de oportunidades na aviação

A igualdade de oportunidades na aviação constitui uma decisão estratégica para fortalecer as instituições e aumentar a capacidade de resposta do sector aos desafios do futuro.
A afirmação é do secretário de Estado para os sectores da Aviação Civil, Marítimo e Portuário, Adilson Gabriel Catala, proferida ontem, em Luanda. Ao discursar em representação do ministro dos Transportes, Ricardo d’Abreu, na 3.ª Cimeira Global da Organização da Aviação Civil Internacional (ICAO), o governante sublinhou que a igualdade de oportunidades no sector exige políticas públicas eficazes e acções concretas por parte do Executivo. Adilson Catala destacou ainda a importância estratégica da cooperação com instituições de ensino e parceiros internacionais para alcançar este objectivo. Relativamente à Cimeira que a capital angolana acolheu, considerou que o seu verdadeiro legado depende da capacidade de transformar o diálogo em decisões, bem como as recomendações, políticas públicas e compromissos em resultados positivos. Adilson Catala destacou perante os participantes estrangeiros o papel histórico da mulher angolana no desenvolvimento do país. O governante sublinhou que, desde a luta pela independência até aos dias de hoje, as mulheres têm desempenhado funções cruciais em áreas estratégicas como a economia, as ciências, o sector empresarial, o plano institucional e, de forma particular, na aviação civil. “Na aviação, encontramos mulheres que lideram, regulam, operam, investigam, formam e inovam. O seu trabalho demonstra que talento, competência e dedicação não dependem do género”, explicou. Adilson Gabriel Catala salientou que a igualdade profissional começa na educação, na orientação vocacional e no acesso das raparigas às áreas da ciência e tecnologia, bem como na criação de ambientes de trabalho que valorizem o mérito, respeitem a diversidade e permitam conciliar a vida profissional com a familiar. “Uma aviação mais inclusiva depende da cooperação entre governos, instituições de ensino, reguladores, empresas e parceiros internacionais. Esta união é fundamental para aproximar os jovens das profissões aeronáuticas e incentivar a participação feminina nas áreas científicas e tecnológicas”, defendeu o governante. Entre as recomendações da Cimeira, os participantes sublinharam a necessidade de eliminar barreiras institucionais e criar mais oportunidades para as mulheres em toda a cadeia da aviação, através de políticas públicas, compromisso das lideranças e ambientes de trabalho mais inclusivos. O encontro de Luanda gerou o consenso de reforçar a cooperação entre governos, sector privado, universidades e organizações internacionais. Esta aliança visa promover a partilha de experiências e recursos para acelerar o desenvolvimento da liderança feminina na aviação.


