Peter Elwelu, um general de três estrelas que serviu como vice-chefe das Forças de Defesa do Uganda, entre 2021 e 2024, foi detido, de acordo com o porta-voz militar, Coronel Chris Magezi, citado pela BBC.
Elwelu estava “em fuga por envolvimento em actividades subversivas e planos para desestabilizar” uma região remota do Leste do Uganda, onde nasceu e cresceu, disse Magezi. “As forças de segurança recuperaram recentemente 15 armas na sua posse, uniformes militares e duas carrinhas de caixa aberta”.
Antes da detenção de Elwelu, o chefe militar ugandês, o general Muhoozi Kainerugaba, acusou-o de estar envolvido em actividades traiçoeiras, após a sua reforma do serviço activo no ano passado. Kainerugaba afirmou ter ordenado à equipa de busca que capturasse Elwelu vivo. Na semana passada, segundo a BBC, Kainerugaba anunciou a cassação da patente de tenente-general de Elwelu. O chefe da Defesa revelou então, no canal X, a detenção de 20 ex-soldados ligados a Elwelu.
Elwelu, antigo comandante das forças terrestres, discordou de Kainerugaba sobre as operações militares, o que levou a uma reunião urgente mediada pelo Presidente Yoweri Museveni. Kainerugaba é filho de Museveni e visto como o seu provável sucessor. Apenas alguns meses após a tomada de posse de Museveni, em Maio deste ano, para um sétimo mandato consecutivo, Kainerugaba lançou a sua candidatura à presidência para 2031, às próximas eleições agendadas neste país da África Oriental que nunca teve uma transição pacífica de poder.



