Um tribunal sul-africano decidiu que os grupos anti-imigração ilegais poderiam realizar manifestações na cidade sul-africana de Durban sob condições rigorosas, depois de a Polícia ter tentado proibir os protestos por medo de violência.
A Polícia tinha pedido ao tribunal que bloqueasse as marchas planeadas pelo movimento “March and March”, alegando que os manifestantes pretendiam incendiar um centro de acolhimento de refugiados durante um protesto marcado para a passada quinta-feira.
A marcha não aconteceu depois de o Tribunal Superior de KwaZulu-Natal ter emitido uma ordem temporária contra os protestos.
De acordo com a nova decisão, os manifestantes devem seguir rotas designadas e não podem transportar bastões ou esconder os seus rostos.
Só se podem manifestar entre as 9h e as 15h00. A Polícia argumentou que, embora a África do Sul proteja o direito de protesto, este direito é limitado quando as manifestações se tornam disruptivas.
“Com o pedido, não pretendemos proibir marchas e protestos legais de qualquer natureza, mas sim combater a quebra da lei, danos materiais, ataques e ferimentos a pessoas”, disse a chefe da Polícia Nacional sul-africana, Fannie Masemola, citado pela agência de notícias local.
Os manifestantes acusam os estrangeiros que estão no país ilegalmente de lhes roubar os empregos, uma vez que a taxa de desemprego continua elevada. Também culpam-nos por sobrecarregarem os serviços públicos e pelos elevados índices de criminalidade no país.
Alguns países africanos, incluindo o Ghana e a Nigéria, repatriaram os seus cidadãos após a violência que começou várias semanas antes do prazo não oficial de 30 de Junho, estabelecido pelos manifestantes para que os imigrantes que vivem ilegalmente no país abandonassem o país.



