O Sudão do Sul anunciou o início do recrutamento de milhares de polícias, preparando-se para as suas primeiras eleições em Dezembro. O porta-voz da Polícia Nacional, Daniel Justin, confirmou à AFP que estão a ser recrutadas 10 mil pessoas em 10 estados. Justin disse à AFP que os recrutas se vão juntar aos 70 mil polícias de todo o país.
A ONU e a União Africana manifestaram dúvidas sobre a prontidão do país para as eleições de 22 de Dezembro, mas o Presidente Salva Kiir parece determinado a manter-se no poder. O porta-voz da Polícia do estado de Bahr El Ghazal do Norte, Madut Ngong Aleu, insistiu que os novos polícias serão utilizados para “garantir a segurança das próximas eleições”.
Os recrutas serão alocados aos centros de recenseamento eleitoral e às mesas de voto, bem como a funções de protecção, afirmou. As autoridades disseram à AFP que o recrutamento policial estava a ser financiado pelo Governo, sem ajuda externa, embora se tenham recusado a dar detalhes. O Sudão do Sul tem sofrido com a violência desde a sua criação, incluindo uma guerra civil entre 2013 e 2018 que ceifou cerca de 400 mil vidas.
Pelo menos 23 pessoas morreram neste fim-de-semana quando jovens armados, ligados à oposição armada do Sudão do Sul, atacaram várias aldeias em Ruweng, uma zona produtora de petróleo, segundo um responsável do Governo local. O ministro da Informação do Governo local de Ruweng, James Monyluak Mijok , acusou jovens armados do estado vizinho de Unity de realizarem as investidas letais.



