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Com Espanha em plena campanha eleitoral para as legislativas de 29 de Novembro, este grave acidente, de "grande impacto", como lhe chamou a ministra da Saúde, Mónica Garcia, continua esta quinta-feira, 29, a reverberar pela sociedade espanhola e é já aquele que tem mais impacto político no maior país da Península Ibérica.
Entre as vítimas mortais está a antiga ministra do Trabalho e Segurança Social de Espanha, Fátima Báñez, de 59 anos, mas é a soma desta tragédia ao momento político que o país vive que este pode ser um acidente ao qual o primeiro-ministro socialista Pedro Sanchéz pode não resistir politicamente.
O número de vítimas, mortos e feridos, foi sendo actualizado ao longo da manhã de quarta-feira, 28, mas perto das 14:00, hora de Luanda, seis horas após a colisão, na ligação Madrid-Sevilha, as autoridades espanholas apontaram para pelo menos 68 mortos e 80 feridos, muitos deles com gravidade, cifra que se veio a consolidar como o resultado final desta tragédia na ferrovia espanhola.
Embora seja já conhecido que existem estrangeiros entre as vítimas, as autoridades espanholas ainda não divulgaram nem os seus nomes nem as suas nacionalidades.
Esta tragédia ferroviária, num dos países europeus onde a comunidade angolana mais tem crescido nos últimos anos, acontece apenas 9 meses depois de um acidente igualmente dramático e na mesma linha, entre Madrid e Sevilha, no sul do país.
Esta repetição de um acidente grave em tão pouco tempo, num dos países com mais kms de alta velocidade na Europa, fere de morte as possibilidades de sucesso eleitoral do actual primeiro-ministro, o socialistas Pedro Sanchéz, que já está, ainda as vítimas estão a ser identificadas nas morgues da região de Toledo, a ser atacado por todos os cantos pela oposição da direita do Partido Popular e pelos radicais da extrema-direita fascista do VOX.
A RENFE, a empresa que gere a ferrovia espanhola, confirmou, avançou o diário El Mundo, no seu site online, que um dos comboio era da empresa estatal AVE (Alta Velocidade Espanhola) e um outro da Iryo, igualmente de alta velocidade mas privado e seguiam cerca de 550 passageiros nas duas composições.
Contudo, e segundo informações preliminares, porque decorre um inquérito, veiculadas pelos media do país, a colisão resultou de uma ordem errada dada por um controlador que gere a ferrovia do país a partir de Atocha, Madrid.
Esse dado coloca como mais provável como razão da tragédia uma falha humana, embora resultante da avaria de um sistema de segurança e sinalização automático, o que algumas gravações postas as circular já na tarde de ontem das comunicações entre Atocha e os maquinistas das composições envolvidas no acidente parece confirmar.
Segundo a imprensa espanhola, esta avaria no sistema automatizado de sinalização levou à paragem de pelo menos uma dezena de comboios em toda a região sul do país, incluindo a linha Madrid-Sevilha, onde ocorreu esta colisão.
O problema serias assim o comboio da Iryo ter sido imobilizado pela avaria mas a ordem dada para o comboio da RENFE avançar deveria ter sido evitada face ao conhecimento que já existia nesse momento da possibilidade de composições paradas na linha.




