Os sul-africanos votaram, ontem, numa eleição para o governo local, com os partidos a disputar o controlo das principais cidades, num pleito que deverá oferecer uma perspectiva nacional sobre as próximas eleições nacionais.
A votação decorreu numa altura em que um eleitorado enfrenta desafios de infra-estruturas, falta de água canalizada e desemprego acima dos 30 por cento. Estavam inscritos mais de 29 milhões de eleitores, mas as últimas eleições autárquicas, em 2021, atraíram menos de metade às urnas, com uma participação de 46 por cento.
Dos 2,6 milhões de pessoas autorizadas a votar antecipadamente durante dois dias, apenas 1,4 milhão o fizeram, informou a Comissão Eleitoral, na terça-feira. O Congresso Nacional Africano (ANC), que liderou a Luta pela Libertação do país, continua projectado para emergir como o maior partido a nível nacional, mas as sondagens apontam para uma erosão ainda maior do seu apoio.
Outrora, a força dominante na política sul-africana, o partido do herói anti-apartheid Nelson Mandela, caiu para menos de 50 por cento dos votos pela primeira vez nas eleições autárquicas de 2021. Sofreu novas perdas nas eleições nacionais de 2024, garantindo pouco mais de 40% e sendo obrigado a partilhar o poder num governo de unidade nacional com outros nove partidos.
A Aliança Democrática (DA), de centro-esquerda, o segundo maior partido do país, está de olhos postos em Joanesburgo, fazendo campanha intensa para capitalizar as falhas na prestação de serviços no bastião do ANC. Entretanto, o partido dissidente da oposição uMkhontoweSizwe (MK), liderado pelo ex-Presidente Jacob Zuma, está a lançar um forte desafio à cidade portuária de Durban, na costa Leste.




