Angola defendeu, na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque, a adopção de medidas concretas e mensuráveis para a eliminação total, verificável e irreversível das armas nucleares.
A posição do país sobre a matéria foi expressa pelo representante permanente junto das Nações Unidas, Francisco da Cruz, durante o debate temático sobre armas nucleares da Primeira Comissão da Assembleia-Geral.
O diplomata angolano sublinhou que a eliminação deste armamento constitui a única garantia contra a sua utilização ou a ameaça do seu uso.
Francisco da Cruz reafirmou o compromisso de Angola com o Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares, destacando a sua importância para a segurança internacional.
Na sequência, o diplomata angolano sugeriu a implementação equilibrada dos seus três pilares, com particular atenção às obrigações de desarmamento previstas no artigo VI.
O representante angolano realçou o contributo do Tratado sobre a Proibição de Armas Nucleares, do qual Angola é signatária desde Setembro de 2018, para o reforço das normas internacionais contra este armamento.
Segundo uma nota da Missão Permanente de Angola junto das Nações Unidas, o país, enquanto Estado-parte do Tratado de Pelindaba, reiterou o apoio ao estatuto de África como zona livre de armas nucleares e à Comissão Africana de Energia Nuclear.
Angola defendeu, ainda, a concessão de garantias de segurança juridicamente vinculativas aos Estados que não possuem este tipo de armamento.




