O embaixador de Angola no Peru, Manuel Eduardo Bravo, defendeu, sexta-feira, na cidade Lima, o estreitamento das relações bilaterais através do intercâmbio e do diálogo cultural.
O diplomata defendeu esta posição durante a abertura do Ciclo de Cinema Africano, evento inserido nas celebrações do Dia da Amizade Peruano-Africana, que hoje se assinala.
A sessão inaugural foi marcada pela exibição do filme angolano “Njinga Mbandi, Rainha de Angola”, longa-metragem dedicada a uma das figuras mais emblemáticas da história do continente.
Na sua alocução, o chefe da Missão Diplomática destacou a evolução do cinema angolano como ferramenta crucial para a preservação da memória colectiva e valorização da identidade nacional.
Manuel Eduardo Bravo sublinhou que a produção audiovisual em Angola tem registado avanços artísticos significativos e maior aposta na formação de quadros.
Para o embaixador, levar a história da soberana Njinga ao Peru aproxima o público latino-americano da resistência africana, abrindo portas para futuras co-produções e intercâmbios entre realizadores, actores e estudantes de ambos os países.
O Dia da Amizade Peruano-Africana é uma efeméride oficial celebrada anualmente a 19 de Outubro.
A data foi instituída em 1986 pelo Ministério das Relações Exteriores do Peru, com um duplo propósito: homenagear os líderes da emancipação e descolonização do continente africano e exaltar a profunda influência da herança africana na formação da identidade nacional, da música, da gastronomia e da cultura peruana.
A data foi criada originalmente para honrar a memória de Samora Machel, o pai da independência de Moçambique e seu primeiro Presidente, que morreu tragicamente num acidente de aviação precisamente a 19 de Outubro de 1986.




