O governador provincial de Benguela defendeu o reforço das políticas de protecção social destinadas aos militares reformados, antigos combatentes e veteranos da Pátria.
Durante o seu discurso na abertura do 2.º Conselho Consultivo do Instituto de Segurança Social das Forças Armadas (ISSFAA), realizado na última sexta-feira, em Benguela, Manuel Nunes Júnior sublinhou a necessidade de garantir melhor acesso à habitação social, formação profissional, empreendedorismo e emprego para esta classe castrense.
Segundo o governante, amparar aqueles que defenderam a soberania nacional constitui uma responsabilidade partilhada entre o Estado e a sociedade.
Na ocasião, o responsável manifestou a total disponibilidade do Governo Provincial de Benguela para estabelecer sinergias que facilitem a integração dos veteranos nos programas de desenvolvimento local, com foco nos sectores da agricultura e do empreendedorismo.
Manuel Nunes Júnior apontou também a capacitação técnica dos filhos dos antigos combatentes como prioridade, elogiando a escolha de Benguela para acolher o fórum por proporcionar uma reflexão profunda sobre a dignidade e o bem-estar dos efectivos na reforma.
O governador provincial sublinhou que o amparo aos descendentes desta classe castrense é um investimento crucial para garantir a sustentabilidade económica e a quebra do ciclo de vulnerabilidade social que afecta muitas famílias.
Para o governante, ao facultar ferramentas de formação técnica e profissional aos jovens, o Estado não só cumpre um dever moral de gratidão, mas também injecta mão-de-obra qualificada no mercado local.
Manuel Nunes Júnior reiterou que o certame em Benguela serve como uma bússola para ajustar as políticas públicas habitacionais e de emprego às reais necessidades dos pensionistas, transformando o direito à reforma num período de efectiva estabilidade, segurança e respeito institucional.
Uma história marcada pela luta de libertação nacional
O governante recordou que o país tem uma história marcada pela Luta de Libertação Nacional, que durou 14 anos, e pelos conflitos armados que se seguiram à proclamação da Independência Nacional, em 1975, até à conquista da paz, em 2002.
Segundo Manuel Nunes Júnior, os combatentes que participaram nestes momentos da história nacional merecem o reconhecimento e a protecção do Estado, através de mecanismos de assistência social adequados às suas necessidades.
O encontro contou com a participação do secretário de Estado para os Objectivos Estratégicos, Lúcio Gonçalves Domingos, que esteve no evento em representação do ministro da Defesa Nacional, Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria, Lúcio Amaral.




