As Forças Armadas Angolanas devem apostar na modernização do seu sistema de protecção social, com realce para o reforço da sustentabilidade financeira, transformação digital, melhoria da assistência médica e qualidade dos serviços prestados aos pensionistas e respectivos familiares.
O posicionamento foi defendido, ontem, em Benguela, pelo secretário de Estado para a Protecção dos Objectivos Estratégicos do Ministério da Defesa Nacional, Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria, António de Sousa.
Ao discursar na abertura do II Conselho Consultivo, que decorre até hoje, na cidade das Acácias Rubras, o responsável considerou a protecção social dos militares reformados e das suas famílias um imperativo de justiça social, dever institucional e uma forma de reconhecimento da Nação pelos relevantes serviços prestados.
António de Sousa destacou ainda os avanços registados na transformação e modernização institucional, com particular realce para a consolidação dos mecanismos de governação e para a institucionalização dos conselhos consultivo, médico e de segurança social.
O responsável apontou também como ganho expressivo a implementação da prova de vida obrigatória na data de aniver- sário dos pensionistas, uma medida desenhada para validar a condição dos beneficiários e mitigar de forma drástica os riscos fiscais associados à gestão das prestações sociais.
No domínio da transformação digital, propôs a modernização das infra-estruturas tecnológicas, o reforço da conectividade e a consolidação da cibersegurança, considerando essas áreas fundamentais para garantir maior eficiência administrativa, transparência, rapidez no atendimento e segurança na gestão da informação.
Para o secretário de Esta- do, a adopção de soluções tecnológicas modernas e integradas devem contribuir para melhorar a acessibilidade e a fiabilidade dos serviços prestados aos pensionistas e respectivos familiares, assegurando uma gestão mais eficiente dos direitos e das prestações sociais.
Sustentabilidade
António de Sousa apontou o equilíbrio financeiro como um dos principais desafios do Instituto, defendendo o reforço da arrecadação das contribuições, a melhoria da gestão dos recursos disponíveis e a adopção de mecanismos de planeamento capazes de assegurar o cumprimento sustentável das responsabilidades presentes e futuras da instituição.




