A Marinha de Guerra Angolana (MGA) vai continuar a apostar na formação e valorização dos seus efectivos para reforçar a capacidade operacional do sector.
A garantia foi dada segunda-feira, em Luanda, pelo 2.º comandante deste ramo das FAA, vice-almirante Eugénio Tomás. Durante o encerramento do ano académico 2025/2026 do 1.° Curso de Comando e Estado-Maior e do 3.° Curso de Promoção a Oficial Superior, na Escola Superior de Guerra, o oficial sublinhou que o verdadeiro poder das Forças Armadas reside na qualidade do seu capital humano. “Nenhum navio alcança o seu destino apenas pela robustez do casco ou pela potência das suas máquinas. É a competência da tripulação, a experiência do comandante e a qualidade do planeamento que garantem uma navegação segura. Assim acontece, também, com as instituições militares”, destacou Eugénio Tomás, defendendo que capacitar as novas gerações é a melhor forma de honrar o legado militar da nação. O vice-almirante considerou indispensável dispor de quadros qualificados para responder às rápidas transformações tecnológicas e à crescente complexidade das ameaças à segurança marítima. “As guerras contemporâneas demonstram que a superioridade militar depende cada vez menos do número de efectivos e cada vez mais da qualidade do conhecimento, da capacidade de planear e da liderança exercida em todos os escalões”, apontou o vice-almirante. Com esta afirmação, o oficial superior chamou a atenção para a urgência de uma mudança de paradigma nas forças armadas modernas, onde a tecnologia e a inteligência estratégica superam a força puramente numérica. Segundo o responsável, estes cursos de especialização não são apenas meras formalidades administrativas, mas sim uma etapa fundamental na evolução da carreira militar, moldando profundamente a forma como os oficiais pensam, articulam tácticas e comandam em cenários de alta pressão. A formação acadêmica e técnico-militar, que teve a duração de dez meses e culminou na graduação de 47 oficiais superiores, decorreu sob a égide do Instituto Superior da Marinha (ISMA). O programa curricular focou-se em estimular o esforço pessoal, o pensamento crítico e a autopreparação contínua dos efectivos, capacitando-os para enfrentar a crescente complexidade das ameaças no ambiente operacional e na defesa das águas territoriais angolanas.




