A Comissão Nacional Preparatória do VI Congresso Ordinário da FNLA anunciou, sábado, em Luanda, a suspensão das funções do presidente do partido, Nimi a Simbi, por alegada sabotagem interna.
Segundo o coordenador da Comissão, Ndonda Nzinga, a deliberação foi tomada pelo Comité Central durante uma reunião extraordinária realizada no município dos Mulenvos.
O porta-voz explicou que o líder partidário está sob investigação dos órgãos de disciplina por suspeitas de actos que violam os estatutos e configuram grave indisciplina política. “O Comité Central reuniu a maioria absoluta exigida para actos de severidade política, determinando o afastamento temporário de Nimi a Simbi”, declarou Ndonda Nzinga.
O dirigente acusou ainda o presidente suspenso de atropelar reiteradamente as normas internas e ultrapassar os limites da convivência democrática. Para avaliar a conformidade legal dos actos praticados durante o seu mandato, foi instaurada uma comissão de inquérito interna.
Congresso acontece ainda este ano
Relativamente ao adiamento do VI Congresso Ordinário face ao prazo previsto pelo Tribunal Constitucional, o coordenador Ndonda Nzinga esclareceu que o presidente é o responsável formal por convocar o conclave.
De acordo com as regras do direito associativo e partidário, cabe ao líder cessante assinar a convocatória. “Caso não o faça, o Comité Central assume a responsabilidade e convoca o evento”, explicou o dirigente, anunciando que o Congresso será realizado ainda este mês.
O porta-voz avançou que o formato do encontro sofreu alterações estruturais devido aos prazos legais. “Já não será um Congresso Ordinário, mas sim Extraordinário, válido para um mandato de cinco anos. Isto significa que o próximo conclave ordinário só acontecerá em 2031, antecedendo as eleições gerais de 2032”, detalhou Ndonda Nzinga.
Formação histórica no cenário político angolano, a FNLA passou por várias transformações até adoptar a sigla actual em 1962, após fundir-se com o Partido Democrático de Angola (PDA).




