As operações do Corredor do Lobito estão a ser condicionadas pelo estado da linha férrea na República Democrática do Congo (RDC) e pela falta de uma ligação directa no território da Zâmbia.
A preocupação foi manifestada pela administradora executiva para a Área Comercial e Concessões do Porto do Lobito, Katila Vanessa da Silva Neto, durante a visita da V Comissão da Assembleia Nacional. A gestora explicou que a RDC e a Zâmbia são os principais beneficiários do corredor para o trânsito de mercadorias em direcção ao Oceano Atlântico. “Sem estas infra-estruturas devidamente funcionais, não conseguimos atingir o pleno funcionamento do corredor”, apontou à comitiva parlamentar de Economia e Finanças, liderada por Aia-Eza da Silva Troso. Embora existam entraves externos que afectam as concessionárias, Katila Neto acredita numa solução a curto ou médio prazo. Nesta perspectiva, a responsável informou que a principal preocupação transmitida aos parlamentares da Comissão de Economia e Finanças, liderada por Aia-Eza da Silva Troso, prende-se com os entraves logísticos transfronteiriços. “Esses são constrangimentos que acabam por impedir que nós tenhamos um funcionamento pleno deste corredor”, apontou. De acordo com a responsável, o Porto do Lobito enfrenta desafios que afectam directamente os concessionários da rota. Contudo, frisou que estes aspectos já estão a ser tratados, demonstrando confiança de que, a curto ou médio prazo, haverá uma melhoria significativa nas operações ao longo do corredor. O Porto do Lobito mantém as suas operações dentro da normalidade, registando uma procura crescente de navios. “Não temos tido constrangimentos internos e estamos a dar resposta a todas as necessidades dos nossos clientes”, assegurou Katila Vanessa da Silva Neto. A administradora Comercial adiantou que, de Janeiro a Junho, a infra-estrutura geriu o fluxo de 177 navios e movimentou cerca de 931 mil toneladas de mercadorias. Com base neste desempenho semestral, a gestora acredita ser possível superar a meta do ano passado, quando o porto atingiu a marca de 1,8 milhões de toneladas. “A nossa tendência é de crescimento contínuo, focado no aumento da movimentação de cargas”, referiu. Destacada relevância do Porto do Lobito A presidente da V Comissão da Assembleia Nacional, Aia-Eza Gomes da Silva Troso, destacou a relevância do Porto do Lobito como uma infra-estrutura estratégica para o desenvolvimento económico do país. Durante a visita de trabalho da Comissão de Economia e Finanças da Assembleia Nacional, os deputados constataram o funcionamento do Porto do Lobito, uma das principais infraestruturas do corredor. Obtiveram, igualmente, informações sobre actividades e conexão com os países que integram o Corredor do Lobito. Os Caminhos de Ferro de Benguela (CFB), a Lobito Atlantic Railway (LAR) e as empresas Fertiangola, Tutiangol e Angata, entre outras, receberam igualmente a visita dos deputados da Comissão de Economia e Finanças da Assembleia Nacional. O programa reserva para hoje visitas de trabalho a empreendimentos no município de Benguela e um encontro de balanço com o governador provincial, Manuel Nunes Júnior.




