O presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior, colocou o custo do arrendamento urbano no centro do debate sobre o acesso à habitação em Angola, ao questionar as exigências de pagamento antecipado das rendas e o impacto dessas práticas no orçamento das famílias.
Numa publicação na sua página oficial, intitulada «As contas que qualquer governante deveria saber», o líder da oposição chama a atenção para as dificuldades enfrentadas por funcionários públicos, professores, enfermeiros, efectivos da Polícia Nacional e jovens que pretendem constituir família, num contexto em que os custos da habitação absorvem uma parte significativa dos rendimentos mensais.
Segundo Adalberto Costa Júnior, a pressão financeira está a levar algumas famílias a abandonar zonas urbanas de Luanda, como o Kilamba, para procurar casas na periferia, onde os custos de arrendamento possam ser mais compatíveis com os seus rendimentos.
Para ilustrar a situação, o dirigente apresenta o exemplo de um trabalhador com um salário mensal de 350 mil kwanzas, que pretende arrendar uma casa por 250 mil kwanzas mensais, mas é confrontado com a exigência de pagar um ano de renda antecipadamente, além de um mês de comissão à imobiliária.




