França suspende granadas de efeito atordoante após protestos estudantis; Kremlin critica vandalismo e exalta sistema russo

Imagem: GiraNotícias
Resumo: Os protestos estudantis em França prolongam-se há mais de duas semanas, com danos em escolas e acusações sobre a resposta policial. Moscovo comentou a crise e Paris suspendeu o uso de granadas de efeito atordoante enquanto decorrem investigações a um caso em Lens.
Pontos-chave
Em França, os protestos estudantis já duram há mais de duas semanas, com manifestações em várias regiões, encerramento de mais de 500 escolas e danos em pelo menos 24 estabelecimentos secundários, segundo as informações divulgadas. O Governo reconhece reivindicações no sector, mas denuncia vandalismo e incêndios, enquanto sindicatos e grupos estudantis contestam a resposta das autoridades.
[2] GiraNotíciasO ministro francês do Interior suspendeu a utilização de granadas de efeito atordoante nas operações policiais ligadas aos protestos, na sequência de um adolescente de 15 anos ter ficado gravemente ferido em Lens. A medida fica dependente das investigações em curso sobre as circunstâncias do incidente.
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De Moscovo, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, criticou os actos de vandalismo cometidos por alguns manifestantes contra instituições de ensino francesas e afirmou que, na Rússia, os estudantes são valorizados. Peskov acrescentou que o Kremlin considera o tema um assunto interno da França e aproveitou para elogiar o sistema educativo russo.
[1] ANGOPAs estimativas sobre a dimensão da mobilização divergem: o Ministério do Interior francês apontou 266 mil participantes em todo o país, enquanto os organizadores falaram em 450 mil. Em Paris, as autoridades contaram 56 mil manifestantes e os organizadores disseram ter sido 100 mil.
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