Mais de 400 pessoas foram detidas em protestos violentos em França; Governo fala em 550 mil participantes e organizadores apontam 800 mil

Imagem: ANGOP
Resumo: As autoridades francesas disseram que a jornada nacional de protestos de sábado terminou com centenas de detenções e episódios de violência em várias cidades. O Governo e os organizadores divergem sobre a dimensão da mobilização e culpam grupos diferentes pelos distúrbios.
Pontos-chave
As forças de segurança e o Executivo francês anunciaram que mais de 400 pessoas foram detidas no sábado por actos de violência durante protestos em várias cidades de França. O ministro do Interior, Laurent Núñez, disse ainda que o número era provisório e estimou em 550 mil os participantes, abaixo dos 150 mil previstos na véspera pelas autoridades, enquanto os organizadores falaram em 800 mil manifestantes.
[2] ANGOPNúñez afirmou que a violência terá sido causada por “vários milhares de agitadores”, entre eles grupos de extrema-esquerda e “delinquentes oportunistas”, apontando ataques a câmaras municipais, incêndios em locais como Limoges e saques sobretudo em Paris e Marselha. A mesma linha foi seguida pelo Presidente Emmanuel Macron, que prometeu que os autores de destruição e saques serão “processados e punidos” e apelou à união contra os “semeadores do caos”.
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Os dois relatos coincidem em situar os protestos numa jornada nacional convocada pelos “colectes amarelos” contra o custo de vida elevado, com apoio do movimento estudantil que tem liderado a contestação nas últimas semanas. O Governo procura separar a mobilização social dos episódios de violência, enquanto a dimensão real da participação continua a ser apresentada com números diferentes pelas partes.
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