João Lourenço alerta na ONU que dívida pública trava desenvolvimento em África e pede reforma financeira internacional

Imagem: Valor Económico
Resumo: Na 81.ª Assembleia Geral da ONU, em Nova Iorque, o Presidente angolano defendeu alívio da dívida, financiamento mais acessível e maior peso de África nas instituições financeiras internacionais.
Pontos-chave
João Lourenço defendeu em Nova Iorque uma reforma imediata da arquitectura financeira internacional, afirmando na 81.ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas que os países africanos gastam mais com o serviço da dívida do que em saúde, educação e infra-estruturas. Segundo o Presidente, esse peso limita o investimento produtivo, agrava desigualdades e ameaça a estabilidade económica e social, pelo que são საჭირários financiamento mais acessível, alívio da dívida e maior participação africana nas instituições financeiras internacionais.
[1] Economia & Finanças[4] Valor EconómicoO discurso também ligou desenvolvimento e paz, com João Lourenço a sustentar que a concretização da Agenda 2030 exige recursos financeiros, transferência de tecnologia e capacitação. O Valor Económico acrescenta que o Chefe de Estado chamou a atenção para as alterações climáticas e defendeu financiamento climático previsível, sem aumentar o endividamento, além de destacar a inteligência artificial como oportunidade para melhorar educação, saúde, agricultura, serviços públicos e produtividade.
[4] Valor Económico[1] Economia & Finanças
As 10 principais notícias de Angola, no seu e-mail.
Receba uma seleção clara todas as manhãs, às 07h.
Selecionadas entre 22 fontes.
Um e-mail por dia. Cancele quando quiser.
A cobertura da ANGOP mostra ainda que a intervenção teve repercussão internacional, com destaque para os apelos de João Lourenço a uma nova ordem mundial e a uma reforma do Conselho de Segurança da ONU, com maior representação de África, América Latina e Ásia. As mesmas reportagens referem a crítica ao predomínio da força sobre o Direito Internacional e a condenação do bloqueio dos Estados Unidos contra Cuba, tratado como injusto e desumano.
[3] ANGOP[2] ANGOP


