João Lourenço usa tribuna da ONU para pedir reforma do Conselho de Segurança, alívio da dívida africana e fim do embargo a Cuba

Imagem: Portal CIPRA
Resumo: No debate geral da 81.ª Assembleia Geral da ONU, em Nova Iorque, o Presidente angolano defendeu uma nova ordem internacional mais justa, com maior peso para África, e aproveitou para ligar paz, desenvolvimento, dívida e reforma do multilateralismo.
Pontos-chave
No discurso na 81.ª Assembleia Geral das Nações Unidas, João Lourenço defendeu uma reforma profunda do Conselho de Segurança para incluir África, América Latina e Ásia como membros permanentes com plenos poderes, e sustentou que a paz e o desenvolvimento são indissociáveis. As fontes também coincidem ao indicar que ele pediu financiamento acessível, alívio da dívida e maior participação africana nas instituições financeiras internacionais.
[3] ANGOP[2] ANGOPO Presidente angolano afirmou que os países africanos gastam mais com o serviço da dívida do que com saúde, educação e infra-estruturas, defendendo uma reforma imediata da arquitectura financeira internacional. ANGOP e a CIPRA reportam ainda que João Lourenço ligou esse apelo ao financiamento climático e ao uso da inteligência artificial e do Pacto Digital Global como ferramentas de inclusão e desenvolvimento.
[2] ANGOP[1] Portal CIPRA
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Na vertente geopolítica, João Lourenço descreveu o quadro internacional como marcado pela “anarquia mundial”, condenou o terrorismo e disse não ver sinais próximos de paz em conflitos como Ucrânia, Médio Oriente e Golfo Pérsico. O discurso, segundo ANGOP, também alertou para o impacto das guerras na segurança alimentar, energética e humanitária, bem como no risco de disrupção das cadeias de abastecimento.
[4] ANGOP[6] ANGOPO chefe de Estado voltou a pedir o fim do embargo contra Cuba, que classificou como desumano e contrário ao direito internacional, e renovou a defesa da posição comum africana consagrada no Consenso de Ezulwini e na Declaração de Sirte. O tema ganhou contraste adicional porque António Guterres, na mesma sessão, também defendeu lugar permanente para África no Conselho de Segurança.
[5] ANGOP[7] Valor EconómicoAlém do discurso, a agenda de Angola em Nova Iorque incluiu encontros de João Lourenço com António Guterres, o primeiro-ministro do Canadá e o presidente da Áustria, segundo a GiraNotícias. Em paralelo, o Presidente anunciou que em Outubro será inaugurado em Luanda um monumento em memória das vítimas dos conflitos políticos, reforçando a dimensão interna de reconciliação que enquadrou a intervenção na ONU.
[8] GiraNotícias[9] GiraNotícias
Fontes
Discurso do Presidente da República
PR defende reforma imediata da arquitectura financeira internacional
Angola defende reforma urgente do Conselho de Segurança
Chefe de Estado considera desastroso balanço das guerras no mundo
João Lourenço volta a apelar ao fim do embargo contra Cuba
PR alerta que nenhuma arma é mais poderosa que a diplomacia
Guterres exige assento permanente para África no Conselho de Segurança
Presidente João Lourenço reúne-se com Secretário Geral da ONU
Monumento às vítimas dos conflitos políticos inaugurado em Outubro


