Moody’s melhora perspectiva de Angola para positiva e mantém rating soberano em B3

Imagem: Líder
Resumo: A agência Moody’s reviu em alta a perspectiva do crédito soberano de Angola, mas manteve a nota em B3. A decisão foi justificada pela melhoria da estabilidade macroeconómica, pela queda da inflação e pela redução da dívida pública, segundo várias publicações consultadas.
Pontos-chave
A Moody’s alterou a perspectiva do rating soberano de Angola de estável para positiva, mantendo a classificação de emissor de longo prazo e de dívida sénior não garantida em moeda estrangeira em B3. A revisão também abrangeu os ratings de curto prazo e o programa de MTN sénior não garantido, enquanto a agência elevou os tectos máximos de classificação de risco soberano em moeda local e estrangeira.
[1] Jornal de Angola[3] LíderA decisão foi atribuída pela Moody’s a um historial recente de maior estabilidade macroeconómica, com apoio de políticas monetária e cambial mais eficazes e de um crescimento mais forte da actividade não petrolífera. Entre os indicadores citados pelas publicações estão a inflação em 8,8% em Agosto, contra 19% um ano antes, o kwanza estável em torno de 912 por dólar desde o final de 2024, reservas cambiais próximas de 13 mil milhões de dólares e um PIB que cresceu 8,7% no segundo trimestre de 2026.
[1] Jornal de Angola[3] Líder[2] Forbes África Lusófona
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Apesar da melhoria da perspectiva, a Moody’s manteve Angola abaixo do grau de investimento, apontando a dependência do petróleo, a exposição cambial e o peso do serviço da dívida como vulnerabilidades. As fontes citam ainda a expectativa de que a dívida pública recue para cerca de 46% do PIB até ao fim de 2026 e que os juros absorvam perto de 23% da receita; a subida efectiva do rating dependerá da continuação das reformas e da consolidação destes sinais macroeconómicos.
[2] Forbes África Lusófona[1] Jornal de Angola[4] O País



