Um dos sobreviventes do acidente que envolveu o capotamento de um autocarro relatou momentos de aflição vividos antes do acidente, apontando para uma possível avaria nos sistemas de direcção e de travagem do veículo.
Segundo contou, os problemas começaram depois de uma curva, quando o volante do autocarro terá ficado subitamente duro, dificultando o controlo da viatura.
«Normalmente, depois do cotovelo, ficou duro o volante, volante mesmo, volante duro, duro, duro mesmo», contou.
O sobrevivente explicou que, pouco depois, o autocarro saiu da faixa de rodagem e entrou numa vala, situação que se agravou quando, alegadamente, os travões deixaram de responder.
«Ela foi para a vala, eu só vi que o autocarro estava descaído e logo o autocarro perde o travão», relatou.
A vítima, que afirmou ter conhecimentos de mecânica, disse ter percebido que o veículo estava prestes a capotar.
Durante o acidente, ficou debaixo de destroços, mas conseguiu escapar graças à intervenção da mãe, que também seguia no autocarro e o ajudou a retirar os objectos que estavam sobre o seu corpo.
«A minha mãe, porque estava ao meu lado, tira quase tudo que sobrou em cima de mim e me puxa. Foi assim que eu pude me safar», explicou.
Até ao momento, não foram divulgados dados oficiais sobre o número total de mortos e feridos.
As declarações do sobrevivente levantam a possibilidade de uma falha mecânica nos sistemas de direcção e travagem, hipótese que carece de confirmação no âmbito das investigações das autoridades competentes.




