Centenas de pessoas aproveitaram o feriado do Dia de Finados, assinalado esta segunda-feira, 2, para visitar o Memorial em Homenagem às Vítimas dos Conflitos Políticos, em Luanda, e conhecer os acontecimentos que marcaram a história de Angola entre 1975 e 2002.
O espaço recebeu visitantes nacionais e estrangeiros, entre estudantes, investigadores, grupos religiosos, crianças e antigos militares, que aproveitaram a ocasião para recordar as vítimas dos conflitos e reflectir sobre a importância da preservação da paz.
Um grupo de 60 pessoas, coordenado pelo jovem Agostinho Delgado, deslocou-se ao Memorial para prestar homenagem aos angolanos que contribuíram para a conquista da paz e conhecer melhor os acontecimentos que marcaram aquele período da história nacional.
Para o cidadão Agostinho Calandula, a visita representa também uma oportunidade de reflexão sobre os conflitos do passado e a responsabilidade de cada cidadão na preservação da paz.
A iniciativa despertou igualmente a curiosidade dos mais novos. Rafaela, de nove anos, contou que visitou o Memorial para conhecer melhor os conflitos políticos e perceber os acontecimentos que estiveram na origem da guerra civil.
Mais de 100 crianças da Organização de Pioneiros Agostinho Neto (OPA) também visitaram o espaço, onde conheceram os diferentes ambientes da infraestrutura e episódios da história de Angola.
A directora-geral do Memorial, Fineza Teta, destacou a importância destas visitas para a transmissão de valores como o perdão, o respeito pela vida e a reconciliação nacional.
Durante a jornada, antigos militares da Associação Nacional dos Profissionais do Espectro Radioeléctrico consideraram o Memorial um espaço de encontro e união entre os angolanos, independentemente das posições que assumiram durante os conflitos. Os visitantes defenderam ainda a necessidade de preservar a memória colectiva e transmitir às novas gerações os acontecimentos do passado.
Segundo Vanessa Alfredo, coordenadora de uma equipa de dez guias, o Memorial recebe, em média, 303 visitantes por dia, entre angolanos e cidadãos de várias nacionalidades, nomeadamente americanos, sul-africanos, guineenses, brasileiros, italianos e filipinos.
Habitualmente encerrado às segundas-feiras, o Memorial abriu excepcionalmente nesta data, por ocasião do Dia de Finados.
Inaugurado a 14 de Outubro pelo Presidente da República, João Lourenço, o espaço já ultrapassou as 2.700 visitas, entre cidadãos nacionais e estrangeiros, segundo dados avançados pela direcção da instituição.
Localizado junto ao Memorial Dr. António Agostinho Neto, em Luanda, o monumento foi concebido para homenagear os angolanos que perderam a vida, sofreram perseguições ou tiveram as suas vidas marcadas pelos conflitos políticos.




