A cantora e compositora Arya regressou aos palcos, na noite de quinta-feira, no Memorial Dr. António Agostinho Neto, em Luanda, num concerto em que interpretou temas intemporais de grandes nomes da música como Sara Tavares, Lokua Kanza, Lura, Sam Mangwana, Belita Palma e Toty Sa’med.
Afastada do cenário musical há meses, o concerto de regresso da cantora, inserido no projecto “Caixa Artes”, ficou marcado por forte emoção, no qual homenageou o seu guitarrista Nejó Banga, falecido em Março do ano em curso.
Sem actuar num espectáculo próprio desde Março, a artista voltou a sentir a energia do público e confessou que o regresso foi marcado por muita emoção.
Em declarações ao Jornal de Angola, Arya disse que não podia voltar aos palcos sem homenagear o guitarrista Nejó Banga. “Foi o meu guitarrista e uma das pessoas mais importantes nesta minha caminhada e não só. Era um dos meus melhores amigos. Foi o momento mais difícil, ter que me concentrar em palco para poder homenageá-lo sem chorar”, revelou.
A cantora considerou o concerto fantástico, pois a energia foi intensa.
“No início, há sempre aquela tremurazinha que é necessário para nós artistas, mas foi incrível”, afirmou.
Uma noite de clássicos
A noite começou com a anfitriã a interpretar o tema “Chuva”, dedicado ao seu amigo. O momento foi marcado por um minuto de silêncio, onde a cantora e a banda ficaram com lágrimas nos cantos dos olhos.
De seguida, Arya cantou “Meu Lugar”, que deixou a sala mais animada. Para aquecer ainda mais a noite, a cantora interpretou “Nha Vida”, de Lura, e “Meu Amor”, de Lokua Kanza, levando o público presente aos gritos, arrancando vários aplausos.
Na recta final, a artista pisou no acelerador, ao cantar “Bom Feeling”, da autoria de Sara Tavares, “Suzana”, do músico Sam Mangwana, “Nguxi”, de Belita Palma, e fechou com “Sol”, de Toty Sa’med, com que desarrumou o concerto.
Alice André




