Forças da ordem ocupam sede nacional do PAIGC em Bissau após prazo militar para desocupação de partidos

Imagem: ANGOP
Resumo: As autoridades guineenses ocuparam a sede do PAIGC em Bissau no dia em que expirou o prazo dado pelo Alto Comando Militar para partidos saírem de zonas próximas de órgãos de soberania. O partido contesta a medida e fala em apropriação indevida do imóvel.
Pontos-chave
Forças da ordem invadiram a sede nacional do PAIGC, em Bissau, numa operação conduzida por elementos da Polícia de Ordem Pública e da Guarda Nacional, segundo relatos citados pela imprensa local e reproduzidos pela ANGOP.
[1] ANGOPA ação ocorreu no dia em que terminou o prazo dado pelo Alto Comando Militar para que sedes partidárias ficassem afastadas até 500 metros de órgãos de soberania, hospitais, embaixadas, quartéis e esquadras, e houve referências à colocação de uma placa a indicar que o imóvel seria património do Estado.
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Domingos Simões Pereira, presidente do PAIGC, disse que a restrição de funcionamento não pode significar expropriação e acusou as autoridades de apropriação indevida da sede. O partido afirma que o edifício lhe pertence e contesta a legalidade e a base constitucional da medida.
[2] ANGOPAs duas notícias enquadram o episódio na sequência do golpe de Estado de 26 de Novembro de 2025, que afastou Umaro Sissoco Embaló e levou à criação de um Conselho Nacional de Transição. As fontes também referem que o PAIGC e o Madem G15 têm sedes muito próximas da Presidência em Bissau.
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